A classificação SUPERPAVE de Ligantes Asfálticos

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Figura 1 – Classificação Superpave. Fonte: http://www.eng.auburn.edu/

Nos últimos artigos nós discutimos sobre o processo de destilação do petróleo, sobre as frações do asfalto e sobre a classificação com base na penetração e na viscosidade. No Brasil o método de classificação por penetração ainda é o mais utilizado, contudo nos EUA e em outros países o asfalto é classificado com base nas temperaturas máximas e mínimas  que eles estão submetidos – a classificação por desempenho.

Em 1987 foi criada a Strategic Highway Research Program (SHRP) com um plano de estudos de 5 anos e uma verba de R$ 150 milhões. O objetivo da pesquisa da SHRP era o de melhorar o desempenho, durabilidade e a segurança das estradas nos Estados Unidos da América. Um dos principais resultados dessa pesquisa é o nosso tema de discussão de hoje, o método de avaliação dos ligantes para pavimentação por desempenho – chamada de Superior Performance Pavement (Superpave).

Como classificar Ligantes Asfálticos por Penetração e Viscosidade

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Figura 1 – Corpos de Prova de Asfalto. Fonte da Figura: IPR (2017)

O cimento asfáltico de petróleo é um material viscoelástico, ou seja, que pode apresentar propriedades tanto elásticas quanto viscosas. Essa variação no seu comportamento é função da temperatura e do tempo de carregamento no qual está submetido.

No artigo sobre o processo de refino do asfalto, asfalto borracha e outros artigos, vimos que o asfalto precisa de aquecimento até uma determinada temperatura para que ocorra a diminuição da sua viscosidade e permita a usinagem. Ou seja, as propriedades físicas do asfalto são totalmente relacionados com a temperatura.

Aprenda como realizar a Dosagem de misturas asfálticas pelo método Superpave!

Fonte da Figura: MPI Asfaltos

O método de dosagem Marshall apresenta diversos problemas para a dosagem de misturas asfálticas, principalmente por que o corpo de prova é compactado por impacto, não sendo representativo para o que ocorre em campo.

Desde 1993 as universidades e departamentos de transportes norte americanos vem utilizando uma outra metodologia chamada de Superpave, a qual ainda está em fase de testes no Brasil. A maior diferença entre esses dois métodos de dosagem é o método de compactação, o qual no superpave ocorre por amassamento em um equipamento chamado de compactador giratório superpave.

Como realizar a Dosagem de Misturas Recicladas

Fonte da Figura: http://www.brownbrown.com.br/

O método de dosagem das misturas asfálticas recicladas segue os passos da dosagem Marshall com o acréscimo de algumas etapas para a análise do ligante do revestimento fresado.

O primeiro passo da dosagem consiste na determinação da composição de material reciclado. Com a amostra fresada, determina-se a granulometria do material fresado, teor de ligante e a viscosidade do ligante fresado.

Como realizar a Dosagem de Misturas SMA

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Fonte: Autor desconhecido

Uma mistura de Stone Matrix Asphalt (SMA) deve apresentar agregados que garantem o contato entre os grãos graúdos. O contato é garantido quando os vazios da fração graúda dos agregados da mistura compactada (VCAmix) são menores ou iguais aos vazios da fração graúda do agregado compactado (VCAdrc). No artigo publicado anteriormente sobre o SMA são apresentadas as faixas granulométricas utilizadas para dosagem. A Figura 1 ilustra essas propriedades.

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Figura 1 – Propriedades para dosagem de SMA. Fonte: BERNUCCI, MOTTA, CERATTI e SOARES (2008)

Como realizar a dosagem de Misturas Asfálticas a Frio

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Fonte: Autor desconhecido

As misturas asfálticas conhecidas como “misturas a frio” são aquelas que utilizam a emulsão asfáltica como ligante para a mistura O materiais asfálticos a frio são utilizados para revestimento em vias de baixo volume de tráfego, e muito utilizados em manutenções do pavimento, conhecido como “Tapa Buraco”.

Os principais tipos de misturas a frio são os tratamentos superficiais, a mistura de areia asfalto e o pré misturado a frio (PMF). A dosagem do pré misturado a frio é baseado na DNER ME 107/94, onde inicialmente realizam-se cálculos para teores de asfalto e emulsão.

Como realizar a dosagem de Tratamentos Superficiais

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O tratamento superficial consiste de uma espessura delgada e executada por espalhamento de ligante asfáltico seguido de agregados. Os agregados do tratamento superficial são responsáveis pela textura da camada, e dessa forma devem apresentar características geométricas e físico-químicas, como:

  • Abrasão Los Angeles 40%
  • Índice de Forma > 0,5
  • Durabilidade com perda 12%
  • Granulometria obedecendo as faixas.

Como realizar a dosagem de misturas asfálticas pelo Método Marshall

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Fonte: http://asfaltodequalidade.blogspot.com

Dosar uma mistura asfáltica consiste em determinar um teor ótimo de ligante asfáltico para uma determinada faixa granulométrica, a qual é previamente definida. Segundo Bernucci, Motta, Ceratti e Soares (2008), durante a evolução dos procedimentos de dosagem, diversas formas de compactação de amostras vêm sendo desenvolvidas. Dependendo do sistema a compactação pode ser realizada através de impacto, amassamento, vibração ou rolagem.

Conheça outras tipos de Misturas Asfálticas

Além dos clássicos revestimentos asfálticos, como por exemplo o Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), o Stone Matrix Asphalt ou até mesmo o CPA, podem ser empregadas outras misturas asfálticas dependendo do tipo de tráfego ou a necessidade de uso. Nesse artigo, trataremos rapidamente de 5 misturas asfálticas: O Pré Misturado a Quente, Areia Asfalto a Quente, Microrevestimento Asfáltico a quente, o Tratamento Superficial e o Macadame Betuminoso.

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