Como realizar a dosagem de Misturas Asfálticas a Frio

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Fonte: Autor desconhecido

As misturas asfálticas conhecidas como “misturas a frio” são aquelas que utilizam a emulsão asfáltica como ligante para a mistura O materiais asfálticos a frio são utilizados para revestimento em vias de baixo volume de tráfego, e muito utilizados em manutenções do pavimento, conhecido como “Tapa Buraco”.

Os principais tipos de misturas a frio são os tratamentos superficiais, a mistura de areia asfalto e o pré misturado a frio (PMF). A dosagem do pré misturado a frio é baseado na DNER ME 107/94, onde inicialmente realizam-se cálculos para teores de asfalto e emulsão.

Segundo Bernucci, Motta, Ceratti e Soares (2008) o cálculo pode ser realizado utilizando a proposição de Duriez que consiste na superfície específica dos agregados a partir da distribuição granulométrica. A Equação 1 apresenta a formula de Vogt, que é uma adaptação da equação de Duriez.

duriez
Equação 1 – Cálculo da Superfície específica.

onde,

  • ∑ = superfície específica dos agregados
  • P4 = Massa passante na peneira 2″ e retida na 1″
  • P3 = Massa passante na peneira 1″ e retida na 1/2″
  • P2 = Massa passante na peneira 1/2″ e retida na #4
  • P1 = Massa passante na peneira #4 e retida na #10
  • S3 = Massa passante na #10 e retida na #40
  • S2 = Massa passante na #40 e retida na #80
  • S1 = Massa passante na #80 e retida na #200
  • F = Massa passante na #200

Com o cálculo da superfície específica média dos agregados ocorre a correção com um fator que é função da massa específica real média dos agregados (Gsa médio). A Figura 1 ilustra as etapas para determinar o Gsa médio. A Tabela 1 os fatores em função da massa específica real média.

gsamédio
Figura 1 – Determinação da Massa específica real média dos agregados. Fonte: Bernucci, Motta, Ceratti e Soares (2008)
fatores
Tabela 1 – Fatores em função do Gsamédio. Fonte: Bernucci, Motta, Ceratti e Soares (2008)

Após o cálculo da superfície específica dos agregados, calcula-se o teor de asfalto (p) em relação a massa total dos agregados, utilizando o fator k. Para pré misturados a frio, o valor de k varia entre 3,2 e 4,5. O teor de asfalto (p’) e de emulsão (p’ EA) fica definido pela Equação 3.

teorasfalto
Equação 2 – Teor de Asfalto
p'
Equação 3 – Teores de asfalto e de emulsão.

Definido o teor é realizada a dosagem pelo método de Marshall, variando os teores de moldagem e determinando os parâmetros volumétricos e mecânicos.

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Fontes:

BALBO, José Tadeu, “PAVIMENTAÇÃO ASFÁLTICA: Materiais, projeto e restauração”. São Paulo, 2007.

BERNUCCI, L.B; MOTTA, L.M.G; CERATTI, J.A.P; SOARES, J.B. “PAVIMENTAÇÃO ASFÁLTICA: Formação básica para Engenheiros”. Rio de Janeiro, 2008.

MEDINA, J; MOTTA, L.M.G. “Mecânica dos Pavimentos”. Rio de Janeiro, 2015.

PEIXOTO, Creso de Franco; “GENERALIDADES DE PAVIMENTAÇÃO RODOVIÁRIA”. Rio Claro, 2003.

PRIETO, Valter; “NOTAS DE AULA – SUPERESTRUTURA RODOVIÁRIA”. Centro Universitário da FEI. São Bernardo do Campo, 2016.

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