O que são os números na cabeceira de pistas de pouso e decolagem?

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Ao projetar uma pista de pouso e de decolagem devemos levar em consideração, principalmente, as direções do vento. A direção do vento influencia na operação aeroportuária. Dessa forma, as pistas devem ser orientadas conforme a direção principal dos ventos utilizando um Anemograma.

As medições indicadas no Anemograma deve ter como base os ocorridos ao longo de pelo menos, 5 anos. Isso é necessário para um bom projeto e consequentemente para que as pistas de pouso e decolagens não sejam construídas com base em orientações errôneas. 

Os Anemogramas indicam intensidade, direção e duração dos ventos de determinada região. A Figura 1 ilustra um exemplo de anemograma.

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Figura 1 – Exemplo de Anemograma. Fonte: https://dadosmeteorologicos.files.wordpress.com

Ao analisar o anemograma, devemos levar em consideração algumas recomendações da Federal aviation administration (FAA). Ao traçar as duas paralelas para análise da direção, a soma das % de ventos dentro da região corresponde ao chamado Coeficiente de Utilização. Esse coeficiente, segundo a FAA, deve apresenta no mínimo 95% de utilização. Além disso, a velocidade lateral admissível é de 13 nós.

Além do Anemograma é importante entender os balizamentos em pistas de pouso e decolagem, importantes para orientação. Os números indicados nas cabeceiras de pistas indicam o ângulo da pista com base no norte magnético. É importante relembrar alguns conceitos de topografia como norte verdadeiro, norte magnético e declinação magnética.

Por exemplo, um aeroporto apresenta sua pista com azimute igual a 75°, e a declinação magnética é aproximadamente 15º W. Com essas informações, podemos dizer que o ângulo da bussola é algo próximo a 75° mais 15°, ou seja 90°. Como o número da cabeceira é indicado por valores decimais, o ângulo é dividido por 10. Dessa forma, uma cabeceira seria indicado pelo número “09”. A outra cabeceira, por estar a 180° é indicada como 27°. A Figura 2 ilustra o exemplo.

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Figura 2 – Exemplo de cabeceiras.

É importante notar que declinações magnéticas a oeste ( W) são somadas ao azimute, e a leste (E) são subtraídas. Mas, ainda no exemplo, qual cabeceira corresponde ao 09° e qual corresponde ao 27°?

É simples, como a bussola indica o local que estamos indo, ao entrar pelo alinhamento de “azimute + declinação” a bussola indicaria 270° (Cabeceira 27). O contrário, seria indicado como 90° (Cabeceira 09). A Figura 3 ilustra as cabeceiras para o exemplo da Figura 2.

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Figura 3  – Orientação das cabeceiras.

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FONTES:

PEIXOTO, C.F. “NOTAS DE AULA DA DISCIPLINA DE AEROPORTOS”. Centro Universitário da FEI: São Bernardo do Campo, 2017.

PEIXOTO, C.F. “INTRODUÇÃO À ENGENHARIA AEROPORTUÁRIA”. Rio Claro, 2015.

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