Você conhece os tipos de Dormentes de Concreto?

imagem_01_tracktec
Fonte: http://tracktec.eu/

Com o aumento dos custos da madeira, e consequentemente com a difícil aquisição do produto devido a necessidade de reflorestamento, após a Segunda Grande Guerra os países da Europa começaram a substituir os dormentes de madeira pelos de concreto.

Normalmente esses dormentes são utilizados em vias com tráfego intenso e com pouca possibilidade de manutenção constante. Os dormentes de concreto podem ser de três tipos:

  • Mono Bloco Protendido e Pré-tensionado
  • Mono bloco armado
  • Bi bloco

Esses dormentes de concreto são fabricados em mesas de concretagem e em formatos específicos, já com a inclinação necessária para o posicionamento dos trilhos. A Figura 1 e Figura 2 ilustram os modelos monobloco e bi bloco, respectivamente. Os dormentes do tipo bi bloco são unidos por uma haste de aço, conforme a Figura 3.

protendido
Figura 1 – Dormente Monobloco. Fonte: http://www.itisa.com.mx/inicio-grupo_itisa/itisa-ferroviarios/durmientes/
bi bloco
Figura 2 – Dormentes Bi bloco. Fonte: conprem.com.br
bi bloco
Figura 3 – Dormente bi bloco de concreto. Fonte: DNIT

Dentre as vantagens dos dormentes de concreto podemos citar a longa vida útil (50 anos ou mais), grande estabilidade para a via, fixações precisas e resistentes pois são incorporadas já na concretagem, permite a existência do circuito da via e não sofrem danos por fogo acidental.

Além disso, o número de manutenções é menor ao longo da vida útil e possui alta resistência aos esforços do tráfego. Entretanto, os dormentes de concreto assim como os de aço, apresentam alto custo inicial e não podem ser utilizados fora da bitola projetada. Outra desvantagem desse sistema é a dificuldade de manuseio, pois as peças de concreto possui massa elevada.

Esse artigo foi útil para você? Compartilhe esse artigo para que outras pessoas entendam esse conceito da Infraestrutura Ferroviária. Se tiver dúvidas, deixe nos comentários que elas serão respondidas!

Siga nas redes sociais abaixo para acompanhar nosso trabalho!

60312da1fe41b1f2a8a84e4c959b4e0e

if_linkedin_circle_color_107178

aaa

Fontes:

PAIVA, C.E.L. “SUPER E INFRAESTRUTURAS DE FERROVIAS: Critérios para Projeto“. Editora Elsevier: São Paulo, 2016.

NABAIS, R.J.S; “MANUAL BÁSICO DE ENGENHARIA FERROVIÁRIA”. Oficina de Textos: São Paulo, 2015.

NETO, C.B. “MANUAL DIDÁTICO DE FERROVIAS“. Universidade Federal do Paraná: Paraná, 2018.

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: