A Reciclagem a quente de Pavimentos

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Fonte: Martec (2009)

Quando a reciclagem de pavimentos é realizado antes que o pavimento atinja total deterioração, ela é eficiente para diminuir os custos. Além disso, a reciclagem traz vantagens para o meio ambiente e diminui a quantidade de resíduos gerados na construção de estradas.

A reciclagem com RAP (Reclaimed Asphalt Pavement) pode ser realizada em central ou in situ. Ao dosar uma mistura reciclada, o projeto de mistura deve ser realizado com misturas da obra e o ligante deve apresentar características suficientes que possibilitem atingir o comportamento mecânico necessário.

RECICLAGEM A QUENTE EM CENTRAL

A reciclagem em central pode ser em centrais contínuas e descontínuas. As centrais contínuas são aquelas em que as misturas betuminosas são introduzidas na zona central do tambor, onde são protegidas do queimador. O aquecimento da mistura é provocado pelo gás de combustão e pelo contato com agregados superaquecidos. Em centrais contínuas a incorporação de material reciclado varia de 10% a 50%.

No caso de centrais descontínuas a mistura é introduzida diretamente no misturador. A quantidade de material fresado varia de 10% a 70%. As quantidades de material, para ambos os métodos, varia com base no quão envelhecido o material fresado está.  A Figura 1 ilustra uma central descontínua e a Figura 2 uma central contínua.

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Figura 1 – Central descontínua. Fonte: EAPA
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Figura 2 – Central contínua. Fonte: EAPA

RECICLAGEM A QUENTE IN SITU

A reciclagem in situ é utilizada para rejuvenescer a camada de desgaste de pavimento. Existem dois tipos de equipamentos, um com aquecimento previo da mistura e o outro que ocorre a fresagem e o aquecimento em um tambor misturador.

No aquecimento prévio, o pavimento é aquecido por um circuito de ar quente (até 600°C), que com a ajuda de um sistema permite que o pavimento atinja temperaturas de 150°C a 160°C numa espessura de 6 centímetros. O pavimento quente é fresado e entra em um misturador junto com o agente rejuvenescedor, e em alguns casos com outros agregados. Após esse processo a mistura é aplicada e compactada.

No outro método, o material é fresado a frio e colocado em um tambor misturador, onde se junta ao agente rejuvenescedor. Após isso ele é aplicado e compactado. A Figura 3 ilustra uma reciclagem in situ.

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Figura 3 – Fases da reciclagem in situ. Fonte: Costa-Baptista (2006)

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Fontes:

BALBO, José Tadeu, “PAVIMENTAÇÃO ASFÁLTICA: Materiais, projeto e restauração”. São Paulo, 2007.

BERNUCCI, L.B; MOTTA, L.M.G; CERATTI, J.A.P; SOARES, J.B. “PAVIMENTAÇÃO ASFÁLTICA: Formação básica para Engenheiros”. Rio de Janeiro, 2008.

EAPA. “DIRETIVAS AMBIENTES SOBRE AS MELHORES TÉCNICAS DISPONÍVEIS PARA PRODUÇÃO DE MISTURAS BETUMINOSAS”. 1998.

ESTEVES, S.F. “RECICLAGEM DE PAVIMENTOS BETUMINOSOS: INFLUÊNCIA DA GRANULOMETRIA NAS PROPRIEDADES MECÂNICAS DE MISTURAS RECICLADAS A FRIO COM EMULSÃO“. Tese de Mestrado: Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Porto, 2014.

PEIXOTO, Creso de Franco; “GENERALIDADES DE PAVIMENTAÇÃO RODOVIÁRIA”. Rio Claro, 2003.

PRIETO, Valter; “NOTAS DE AULA – SUPERESTRUTURA RODOVIÁRIA”. Centro Universitário da FEI. São Bernardo do Campo, 2016.

 

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