Conheça as Atividades de Manutenção em Pavimentos

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Fonte: Autor desconhecido

A detecção e os reparos de defeitos em pavimentos nas fases iniciais representam o trabalho mais importante realizado pela equipe de manutenção. Isso porque ela resulta em uma melhor utilização dos recursos ali investidos e garantem a vida útil da estrutura. Abaixo são apresentadas as principais atividades de manutenção dos pavimentos.

REMENDOS (PATCH)

O remendo é o reparo mais utilizado na manutenção de rodovias e de vias urbanas, pois todos os pavimentos uma hora ou outra vão apresentar defeitos e necessidade de manutenções, como por exemplo a presença de buracos, chamados de panelas (potholes) no meio técnico. A origem e descrição de cada um dos defeitos em pavimentos asfálticos você pode acessar aqui.

As panelas devem ser imediatamente reparados pois elas comprometem a segurança e o conforto, e aumentam os custos operacionais dos veículos. Além dos problemas funcionais, a água que infiltra através das panelas pode danificar a estrutura e levar a necessidade de outras atividades de maior investimento. Os remendos permanentes utilizam misturas usinadas a quente, como o CBUQ por exemplo. Já reparos emergenciais utilizam misturas a frio, como PMF.

Na execução dos remendos, o primeiro passo é a remoção de água ou sujeira. Em seguida é realizado o corte de uma área retangular que será remendada, com dimensões de 20 a 30 centímetros além da extremidade e até uma profundidade consistente. A abertura de 20 a 30 centímetros maior do que a área do defeito é realizada pois o tráfego ao passar pelo buraco acaba solicitando as laterais e criando fissuras, com isso em breve apresentariam problemas também. A Figura 1 ilustra esse procedimento.

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Figura 1 – Remoção de área danificada. Fonte: Autor desconhecido

Após aberta a área danificada, aplica-se a imprimação nas faces verticais da escavação. Caso a base consistente seja um material granular é necessário aplicar a imprimação também no fundo. Após a cura da imprimação ocorre o lançamento da mistura asfáltica, e os processos de compactação. A Figura 2 ilustra o final do procedimento.

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Figura 2 – Remendo. Fonte: http://www.hoerrsblacktop.com

CAPAS SELANTES (SEALING LAYERS)

As capas selantes são aplicações de ligante asfáltico puro ou ligante asfáltico com agregados na superfície do pavimento. Esse tipo de atividade tem como objetivo rejuvenescer o revestimento asfáltico, melhorar o atrito pneu-pavimento, selar trincas e retardar o desgaste dos pavimentos. Os tipos mais comuns de capas selantes são:

  • Selo Asfáltico Impermeabilizante (Fog Seal)
  • Tratamento Superficial (Chip Seal / Bituminous Surface Treatment)
  • Lama Asfáltica (Slurry Seal)
  • Micro Revestimento (Micro surfacing)

O Selo asfáltico impermeabilizante (Fog seal) é uma aplicação de emulsão asfáltica de ruptura lenta, diluída em água e de agregados minerais. É usado para rejuvenescer o revestimento asfáltico oxidado e normalmente com taxa de 0,45 a 0,7 litros por metro quadrado de material diluído. Essa alternativa é viável para vias que podem ser fechadas ao tráfego para aplicação e esperar a ruptura da emulsão (4 a 6 horas). É uma solução de baixo custo. A Figura 3 ilustra o selo asfáltico.

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Figura 3 – Selo asfáltico impermeabilizante (Fog Seal). Fonte: http://rahabitumen.com/bitumen-emulsion-fog-seal/

Os Tratamento superficial (Chip Seal) é formado por camada ou camadas de aplicação de ligante seguido de agregados. São utilizados também em vias de baixo volume de tráfego como camada de revestimento.

A Lama Asfáltica (Slurry Seal) é uma mistura de emulsão asfáltica de ruptura lenta com agregados miúdos bem graduados e material de enchimento.

O Micro revestimento (Micro Surfacing) é uma evolução da lama asfáltica, o qual utiliza emulsão asfáltica modificada por polímeros.

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Fontes:

BALBO, José Tadeu, “PAVIMENTAÇÃO ASFÁLTICA: Materiais, projeto e restauração”. São Paulo, 2007.

BERNUCCI, L.B; MOTTA, L.M.G; CERATTI, J.A.P; SOARES, J.B. “PAVIMENTAÇÃO ASFÁLTICA: Formação básica para Engenheiros”. Rio de Janeiro, 2008.

JÚNIOR, J.L.F; “Notas de Aulas da disciplina de Sistema de Gerência de Pavimentos“. Escola de Engenaharia de São Carlos (USP-EESC). São Carlos, 2018.

PEIXOTO, Creso de Franco; “GENERALIDADES DE PAVIMENTAÇÃO RODOVIÁRIA”. Rio Claro, 2003.

PRIETO, Valter; “NOTAS DE AULA – SUPERESTRUTURA RODOVIÁRIA”. Centro Universitário da FEI. São Bernardo do Campo, 2016.

 

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