Os 4 tipos de defeitos em Trilhos Ferroviários

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Fonte: Autor desconhecido

Os trilhos podem apresentar diversos defeitos que são classificados com base no processo que resultou o defeito. Na compra de um trilho, o fabricante deve apresentar uma relação de ensaios que comprovem as propriedades mecânicas e funcionais dos trilhos, além do ensaio de verificação por ultrassom que analisa se o trilho apresenta defeitos internos de fabricação.

DEFEITOS DE FABRICAÇÃO

Os principais defeitos que ocorrem durante o processo de fabricação do trilho são:

  • Vazios no  interior do trilho
  • Segregação devido impurezas não removidas
  • Inclusões não metálicas
  • Defeitos no procedimento de laminação

Esses defeitos são verificados no ultrassom e caso ocorram os defeitos podem resultar em trincas. Com isso, diminuem a classificação dos trilhos para trilhos 3, ou seja aqueles que apresentam defeitos de inclusão não metálica, trincas e etc.

DEFEITOS DE PROJETO, CONSTRUÇÃO E MANUTENÇÃO

Os defeitos causados por erros de Engenharia, seja na fase de projeto, construção ou de falta de manutenção, podem resultar em deformações nos trilhos. Um dimensionamento equivocado de trilhos longos soldados, por exemplo, pode levar a flambagem da via férrea. A flambagem acontece quando o aumento na temperatura do trilho fica acima do ponto onde a temperatura livre das forças longitudinais existentes no trilho é suficiente para superar a resistência lateral da linha, resultando na deformação lateral da via, conforme Figura 1.

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Figura 1 – Flambagem na via férrea. Fonte: Johannes Smit

A situação mais severa para os trilhos é quando o dormente está suspenso, ou seja, não mantém contato total com o lastro. Essa situação de necessidade alongamento para o contato, pode romper o trilho. Dessa forma, manutenções são importantes para prevenir esses defeitos e problemas na via férrea.

DEFEITOS DE EXPOSIÇÃO NATURAL AO TRÁFEGO

Esses defeitos são aqueles que ocorrem durante a vida útil da estrutura ferroviária, e são combatidos com manutenções. Os desgastes, por exemplo, são defeitos naturais e que podem ser divididos em duas categorias: Os ordinários e os ondulatórios.

Os desgastes ondulatórios são aqueles desenvolvidos na longitudinal, causando desconforto ao usuário. Já os desgastes ordinários são aqueles que resultam da variação do formato do trilho, podendo ser lateral ou vertical. Considera-se como máximo o desgaste com perda de até 25% da área do boleto ou ângulo máximo de desgaste entre 32 e 34° com a horizontal.

O desgaste máximo total é aquele obtido pela soma dos desgastes verticais e horizontais, sendo necessária a troca do trilho quando o valor máximo admitido for atingido. A Tabela 1 apresenta os valores estabelecidos pela Rede ferroviária federal (RFSSA). A Figura 1 ilustra desgaste no trilho.

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Tabela 1 – Limites de desgaste. Fonte: RFFSA (1991)
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Figura 1 – Desgaste. Fonte: Autor (2018)

DEFEITO ACIDENTAL

Os defeitos considerados como acidentais são aqueles defeitos isolados, que resultam de quedas de objetivos pesados sobre os trilhos, acidentes ferroviários, corrosão do material por produtos e etc.

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Fontes:

PAIVA, C.E.L. “SUPER E INFRAESTRUTURAS DE FERROVIAS: Critérios para Projeto“. Editora Elsevier: São Paulo, 2016.

NABAIS, R.J.S; “MANUAL BÁSICO DE ENGENHARIA FERROVIÁRIA”. Oficina de Textos: São Paulo, 2015.

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