Entenda a Curva de Distribuição Granulométrica do Solo

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Fonte: http://www.emater.tche.br

O solo apresenta diversos tamanhos de partículas, recebendo nomes distintos conforme a faixa granulométrica. Após a realização dos ensaio de Peneiramento e sedimentação, faz-se necessária a construção de um gráfico de forma a identificar as quantidades de cada partícula presente em uma amostra.

Esse gráfico é chamado de Curva de distribuição granulométrica, o qual pode ser utilizado para determinar os diversos parâmetros do solo. O gráfico é formado com os valores das porcentagens passantes (ou retidas) e os diâmetros correspondentes. A Figura 1 ilustra um exemplo de curva de distribuição.

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Um dos principais parâmetros que a curva de distribuição granulométrica permite identificar é o diâmetro efetivo, chamado também de D10. O Diâmetro efetivo indica o diâmetro em que apenas 10% da massa de uma amostra de solo passa na peneira, sendo utilizado para estimar a condutividade hidráulica e a drenagem do Solo.

O Coeficiente de Uniformidade (Cu) é outro parâmetro que pode ser encontrado pela curva de distribuição granulométrica, sendo definido pela razão entre o diâmetro que 60% do material passa no peneiramento e o diâmetro efetivo. A Equação 1 apresenta o coeficiente. Os solos que apresentam Cu menores que 5 são considerados solos uniformes. Valores maiores que 15 são considerados solos desuniformes e entre 5 e 15 são mediamente uniformes.

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Equação 1 – Coeficiente de Uniformidade

O Coeficiente de Curvatura (Cc) mede a graduação do solo com base nos diâmetros D30, D60 E D10. Se o solo apresenta valores entre 1 e 3 ele é bem graduado. Valores maiores do que 3 indicam um solo mal graduado. A Equação 2 apresenta o coeficiente de curvatura.

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Equação 2 – Coeficiente de Curvatura

Se o solo apresenta a maioria dos grãos do mesmo tamanho ele é considerado um solo mal graduado. Caso a distribuição granulométrica em uma faixa ampla, ou seja com diferentes tamanhos de partículas, ele é considerado bem graduado. A Figura 2 ilustra a diferença entre solos bem e mal graduados. No exemplo a areia de Copacabana apresenta um solo mal graduado, já a areia do Rio tietê apresenta uma faixa maior de distribuição granulométrica e é considerada bem graduado.

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Figura 2 – Exemplo de Solo bem graduado e Mal graduado. Fontes: PINTO (2000)

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Fontes:

DAS, B.M; SOBHAM, K; “FUNDAMENTOS DE ENGENHARIA GEOTÉCNICA“. 8º Edição. California: Cengage Learning, 2010

HUMES, C. “NOTAS DE AULA DA DISCIPLINA DE MECÂNICA DOS SOLOS“. São Bernardo do Campo, 2015.

PINTO, Carlos de Souza. Curso Básico de Mecânica dos Solos em 16 Aulas. 1 ed. São Paulo: Oficina de Textos, 2000

2 comentários

  1. Na Equação 2, referente ao Coeficiente de Curvatura da Curva de Distribuição Granulométrica ( Cc ), apresenta um erro, pois ao invés de Cc , está escrito Cu , que é o Coeficiente de Uniformidade.

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