Conheça o Pavimento Intertravado

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Os pavimentos intertravados foram inicialmente considerados apenas para aplicação em passeios de pedestre e pátios de estacionamento. Com o passar do tempo, o pavimento intertravado começou a ser utilizado também em rodovias, ruas e pistas de taxiamento de aeródromos. Embora apresente o concreto como principal material do revestimento, o intertravado não é um pavimento rígido mas sim é considerado um pavimento flexível devido ao modo como são distribuídas as tensões. 

As peças de pavimento intertravado mais usuais são as retangulares. As dimensões geralmente são 20 centímetros de comprimento, 10 centímetros de largura, e a espessura varia de 6 a 10 centímetros. As peças possuem peso de 2,6 a 3,4 kgf e a taxa de aplicação é de 50 peças por metro quadrado. O intertravamento das peças de concreto ocorre por meio de areia nas juntas e pelo confinamento lateral da via, afim de oferecer resistência ao deslocamento das peças sob a ação das cargas.  A Figura 1 ilustra alguns tipos de posicionamento do intertravado.

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Figura 1 – Disposição das peças de concreto intertravado. Fonte:  http://equipedeobra.pini.com.br/

As peças de concreto são obtidos por processo de prensagem em equipamentos especiais de moldagem e compactação, e devem possuir uma resistência a compressão mínima de 35MPa segundo a NBR 9781/2013. Como as peças de pavimento intertravado apresentam dimensões menores, do que as placas de concreto para pavimentos rígidos, elas não apresentam efeitos de expansão ou empenamento que costumam ocorrer no outro modelo. São assentadas sob um colchão de areia, que permite auxilio na distribuição de tensões para as camadas subsequentes de base, subbase e o subleito. A Figura 2 ilustra as camadas.

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Figura 2 – Camadas do Pavimento Intertravado. Fonte: http://infraestruturaurbana17.pini.com.br

O pavimento intertravado apresenta problemas no afundamento por trilha de rodas. Nesses afundamentos ocorre o acúmulo de água da chuva e  há a irregularidade superficial que afeta a segurança e o conforto no rolamento. A análise estrutural desses pavimento apresenta dificuldades devido as camadas segmentadas. Dessa forma, a análise geralmente é assimilada a um pavimento asfáltico. A Figura 3 ilustra o afundamento com acúmulo de água.

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Figura 3 – Afundamento com água. Fonte: Autor (2017)

É comum ainda ouvir em alguns meios que o pavimento intertravado é recomendável devido sua capacidade drenante, algo que não deve ser analisado como uma vantagem pois a colmatação dos vazios ocorre em poucos meses de uso. Ou seja, o termo de “drenante” para pavimentos intertravados é inadequado.

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Fontes:

PRIETO, Valter; “Notas de Aulas da disciplina de Superestrutura Rodoviária”. Centro Universitário da FEI. São Bernardo do Campo, 2016.
BALBO, José Tadeu, “PAVIMENTAÇÃO ASFÁLTICA: Materiais, projeto e restauração”. São Paulo, 2007.
PEIXOTO, Creso de Franco; “Generalidades de Pavimentação Rodoviária”. Rio Claro, 2003.
MEDINA, J; MOTTA, L.M.G. “Mecânica dos Pavimentos”. Rio de Janeiro, 2015.

 

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