Como é definido o comprimento de pistas de pouso e decolagem

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O comprimento das pistas de pouso e decolagem dependem de alguns fatores, como por exemplo a tecnologia das aeronaves. Algumas aeronaves tem a necessidade de percorrer uma maior distância para conseguir alcançar a V1, consequentemente conseguir voar. Além disso, as condições do local afetam o comprimento das pistas.

Dentre as condições que influenciam destacam-se a altitude, temperatura, os ventos predominantes na região e a declividade das pistas. Dessa forma, o comprimento básico, mencionado em artigos recentes e que é o comprimento disponível para o pouso e decolagem nas distâncias declaradas, deve ser corrigido em função dessas características.

O anexo 14 da ICAO diz que o comprimento corrigido deve considerar a altitude em que a pista encontra-se, a temperatura de referência do aeroporto, declividade longitudinal e os ventos predominantes. A temperatura de referência corresponde a média das máximas temporadas diárias ao longo do mês. A Equação 1 e Equação 2 apresentam as correções de altitude e temperatura, respectivamente. Onde H é a altitude do aeroporto e TR é a temperatura de referência.

h
Equação 1 – Correção pela Altitude.
t
Equação 2 – Correção pela temperatura.

A correção pelo vento (Cv) pode influenciar aumentando o comprimento ou diminuindo, em função do tipo de vento. Se o vento predominante for de proa, 5 nós, ocorre o decréscimo de 3% no comprimento da pista. Vento de Proa, 10 nós, ocorre o decréscimo de 5%. Entretanto, ventos de cauda que são prejudiciais para as operações, ocorre o aumento em 7% do comprimento da pista. A  Equação 4 apresenta a correção devido a declividade.

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Equação 4 – Correção pela declividade.

Dessa forma, com o comprimento básico da pista de pouso e decolagem e o conjunto dessas correções, pode-se obter o comprimento corrigido. A Equação 4 apresenta o comprimento corrigido.

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Equação 5 – Comprimento Corrigido.

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FONTES:

PEIXOTO, C.F. “NOTAS DE AULA DA DISCIPLINA DE AEROPORTOS”. Centro Universitário da FEI: São Bernardo do Campo, 2017.

PEIXOTO, C.F. “INTRODUÇÃO À ENGENHARIA AEROPORTUÁRIA”. Rio Claro, 2015.

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